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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Números colossais


"Há cada vez mais portugueses a requerer Bilhete de Identidade de Residente (BIR) de Macau. Dados avançados à Rádio Macau pela Direcção dos Serviços de Identificação revelam que, desde 2000, 2012 foi o ano com o maior número de cidadãos portugueses que tiveram BIR pela primeira vez.


Ao todo, mostram os números, foram 203 os residentes não permanentes de Macau, de nacionalidade portuguesa, com bilhete de identidade do território emitido pela primeira vez em 2012. Em 2011 foram 180 e em 2010 foram 128"


"O sector do jogo encerrou o ano de 2012 com novo recorde. As receitas ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 28 mil milhões de patacas. Em Dezembro, os casinos de Macau movimentaram 28,245 mil milhões de patacas, valor que estabelece um novo máximo histórico, superando os 27,700 mil milhões registados em Outubro."


Em diferente dimensões, são números impressionantes que mostram bem a realidade actual de Macau

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A refundação do Estado


Impossível não concordar com o que José Gomes Ferreira diz.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

As espadas


O Governo estragou tudo. Tudo. Estragou a estabilidade política, a paz social, estragou aquilo que entre a revolta e o pasmo agregava o país: o sentido de que tínhamos de sair disto juntos. Sairemos disto separados? Hoje não é dia de escrever com penas, é dia de escrever de soqueira.
O Governo estragou tudo. Tudo. Estragou a estabilidade política, a paz social, estragou aquilo que entre a revolta e o pasmo agregava o país: o sentido de que tínhamos de sair disto juntos. Sairemos disto separados? Hoje não é dia de escrever com penas, é dia de escrever de soqueira. 

Passos Coelho, Gaspar e Borges estiveram fechados em salas tempo de mais. Esqueceram-se que cá fora há pessoas. Pessoas de verdade, de carne, osso, pessoas com dúvidas, dívidas, família, pessoas com expectativas, esperanças, pessoas com futuro, pessoas com decência. Pessoas que cumpriram. Este Governo prometeu falar sempre verdade. Mas para falar verdade é preciso conhecer a verdade. A verdade destas pessoas. Quando o primeiro-ministro pedir agora para irmos à luta, quem correrá às trincheiras?

Não é a derrapagem do défice que mata a união que faz deste um território, um país. É a cegueira das medidas para corrigi-lo. É a indignidade. O desdém. A insensibilidade. Será que não percebem que o pacote de austeridade agora anunciado mata algo mais que a economia, que as finanças, que os mercados - mata a força para levantar, estudar, trabalhar, pagar impostos, para constituir uma sociedade?

O Governo falhou as previsões, afinal a economia não vai contrair 4% em dois anos, mas 6% em três anos. O Governo fracassou no objectivo de redução do défice orçamental. Felizmente, ganhámos um ano. Mas não é uma ajuda da troika a Portugal, é uma ajuda da troika à própria troika, co-responsável por este falhanço. Uma ajuda da troika seria outra coisa: seria baixar a taxa de juro cobrada a Portugal. Se neste momento países como a Alemanha se financiam a taxas próximas de 0%, por que razão nos cobram quase 4%?

Mais um ano para reduzir o défice é também mais um ano de austeridade. E sem mais dinheiro, o que supõe que regressaremos aos mercados em 2013, o que será facilitado pela intervenção do BCE. Mas "regressar aos mercados" não é um objectivo político nem uma forma de mobilizar um país. São os fins, não os meios, que nos movem. 

Sucede que até este objectivo o Governo pode ter estragado. Só Pedro Passos Coelho parece não ter percebido que, enquanto entoava a Nini, uma crise política eclodia. A nossa imagem externa junto dos mercados, que é uma justa obstinação deste Governo, está assente em três ou quatro estacas - e duas delas são a estabilidade política e a paz social. Sem elas, até os juros sobem. E também aqui o Governo estragou tudo. Tudo.

Os acordos entre partidos da coligação e o PS, e entre o Governo e a UGT, têm uma valor inestimável. Que o diga Espanha, que os não tem. Mas não só está anunciado um aumento brutal de impostos e de corte de salários públicos e pensões, como se inventou esta aberração a destempo da alteração da taxa social única, que promove uma transferência maciça de riqueza dos trabalhadores para as empresas. Sem precedentes. Nem apoiantes.

Isto não é só mais do mesmo, isto é mal do mesmo. O dinheiro que os portugueses vão perder em 2013 dá para pintar o céu de cinzento. O IRS vai aumentar para toda a gente, através de uma capciosa redução dos escalões e do novo tecto às deduções fiscais; os proprietários pagarão mais IMI pelos imóveis reavaliados, os pensionistas são esmifrados, os funcionários públicos são execrados. É em cima de tudo isto que surge o aumento da TSU para os trabalhadores. 

Alternativas? Havia. Ter começado a reduzir as "gorduras" que o Governo anunciou ontem que vai começar a estudar para cortar em 2014 (!). Mesmo uma repetição do imposto extraordinário de IRS que levasse meio subsídio de Natal, tirando menos dinheiro aos trabalhadores e gerando mais receita ao Estado, seria mais aceitável. O aumento da TSU é uma provocação. É ordenhar vacas magras como se fossem leiteiras. 

Poucos políticos têm posto os interesses do país à frente dos seus. Desde 2008 que tem sido uma demência.Teixeira dos Santos aumentou então os funcionários públicos para ganhar as eleições em 2009. Cavaco Silva devia ter obrigado a um Governo de coligação depois dessas eleições. José Sócrates jamais deveria ter negociado o PEC IV sem incluir o PSD. O PSD não devia ter tombado o Governo. E assim se sucedem os erros em que sacrificam o país para não perderem a face, as eleições ou a briga de ocasião. O que vai agora o PS fazer? E Paulo Portas? E o Presidente da República, vai continuar a furtar-se ao papel para que foi eleito? 

João Proença foi das poucas pessoas que pôs o interesse do país à frente do seu, quando fez a UGT assinar um acordo para a legislação laboral que, obviamente, lhe custaria a concórdia entre os sindicalistas. Até Proença foi agora traído. Com o erro brutal da TSU, de que até meio PSD e o Banco de Portugal discordam. Sim: erro brutal. 

É pouco importante que Passos Coelho não tenha percebido que começou a cair na sexta-feira. É impensável que lance o país numa crise política. É imperdoável que não perceba que matou a esperança a milhares de pessoas. Ontem foi o dia em que muitos portugueses começaram a tomar decisões definitivas para as suas vidas, seja emigrar, vender o que têm, partir para outra. Ou o pior de tudo: desistir. 

Foi isto que o Governo estragou. Estragou a crença de que esta austeridade era medonha e ruinosa, mas servia um propósito gregário de que resultaria uma possibilidade pessoal. Não foi a austeridade que nos falhou, foi a política que levou ao corte de salários transferidos para as empresas, foi a política fraca, foi a política cega, foi a política de Passos Coelho, Gaspar e Borges, foi a política que não é política. 

Esta guerra não é para perder. Assim ela será perdida. Não há mais sangue para derramar. E onde havia soldados já só estão as espadas. "

Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Alguem consegue explicar isto?


"Falta de acesso ao crédito leva consumidores a recorrer a cartões, com juros médios de 28%.
Os bancos portugueses deram mais 811 mil cartões de crédito aos seus clientes em 2011, para um total que já ultrapassa os 10,1 milhões de cartões no país, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). Números que surgem em contracorrente com a tendência observada em 2009 e 2010, quando o números de cartões de crédito diminuiu. "As pessoas estão a pedir mais cartões de crédito porque o crédito em geral tem diminuído substancialmente. E isto significa que, além das compras normais que já se faziam anteriormente, estes cartões servem hoje também para suprir necessidades, como pagar a água ou a luz, que antes eram supridas pelo crédito tradicional"

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os profetas da desgraça

Acho piada aos economistas que devido à economia chinesa no segundo trimestre ter crescido "apenas" 7,6%, já começaram a traçar cenários negros para o futuro da economia chinesa.
Será que esta gente não entende que uma certa moderação do crescimento é benéfica e que quando vemos algo a crescer desenfreadamente, mais tarde ou mais cedo, irá sofrer um "crash" brutal?
Custa-me a aceitar esta vertigem e obsessão pelo crescimento desenfreado.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Umas boas notícias de vez em quando


"Há quase 70 anos que Portugal não vendia mais ao exterior do que comprava. O último excedente da balança comercial portuguesa registou-se em 1943, durante a II Guerra Mundial. Este ano deverá voltar a acontecer o mesmo.
Os dados são do Banco de Portugal. O saldo entre compras e vendas de bens e serviços ao exterior deverá passar de -3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2011, para um excedente de 0,4% este ano, melhorando depois em 2013 para 2,5%, algo nunca registado nos últimos 69 ano"


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Estranhos tempos estes


"Milhões de cidadãos na Europa e nos Estados Unidos estão a ser levados a tomar posições que favorecem objectivamente os mercados financeiros e, em particular, os agentes mais gananciosos da especulação, que em lugar de serem punidos pelos graves erros que cometeram estão a ser beneficiados, em prejuízo do cidadão trabalhador e contribuinte. Em especial, alguma esquerda, a área política que sempre defendeu o trabalho honesto como modo de vida e a solidariedade do estado para quem realmente precisa, está a contribuir para o contrário do que apregoa.
A influente revista The Economist, publicação com sede em Londres, crítica declarada do projecto do Euro desde o seu início, volta esta semana à carga contra a senhora Merkel, com uma capa muito sugestiva. Um desenho de um navio de mercadorias com o nome de Economia Mundial afunda-se em pleno oceano enquanto alguém grita da torre de comando – Podemos ligar agora os motores, senhora Merkel?
No artigo que resume o tema de capa, o articulista que nunca assina é muito claro – apenas a chanceler alemã tem a chave para recuperar a economia mundial e não está a querer usá-la.
A tese é a mesma de sempre – Berlim tem de mudar o foco da austeridade para o crescimento económico. A mesma conversa da Administração Americana e de todos os investidores, jornalistas e analistas que, do outro lado do Atlântico ou do Canal da Mancha criticam a Europa do Euro. Os mesmos que nunca viram a crise do sub-prime a aproximar-se e a financeirização da economia ocidental a dar cabo dessa mesma economia, a empurrar as empresas industriais para outras zonas do globo e a deixar um rasto de dívida insustentável em todos os recantos da nossa civilização.
Sejamos claros.
Defender mais gastos orçamentais para estimular a economia é defender a aposta na continuidade de uma procura interna baseada em dinheiro que o países não têm, que a economia não gera, que tem pouca ou nenhuma utilidade económica porque não é investimento orientado para uma procura espontânea mas sim induzida, logo insustentável e que, em rigor, vai aumentar ainda mais a dívida externa. Vai aumentar ainda mais o risco da banca, do Estado, das empresas em geral. Vai aumentar as taxas, e o montante absoluto de juros efectivamente pagos a quem nos empresta o dinheiro.
Esta formulação é válida para Portugal, para Espanha, para tália, para a França, para A Bélgica, para a Holanda – sim para a aparentemente rica Holanda, também altamente endividada – para o reino Unido e para os Estados Unidos.
O que Angela Merkel está a querer fazer, em larga escala, é cortar a dependência viciosa e fatal das economias em que vivemos em relação aos grandes bancos que nos intoxicaram de crédito. (Sim, os banqueiros fizeram o que os políticos lhes permitiram, ou lhes pediram, e por isso foram recompensados. Aliás, a recompensa surge muito frequentemente sob a forma de cargos nos governos, na banca internacional, nos governos outra vez, na banca… etc. Neste dossier, o expoente máximo é mesmo Washington).
O que Angela Merkel quer fazer é proteger o chefe de família trabalhador, cumpridor, pagador de impostos, sóbrio solidário e pouco endividado – o mesmo que as esquerdas juram defender.
Como escrevemos no artigo anterior (A Tragédia a acontecer e quase ninguém a ver…de novo), os mesmos financeiros que agora se guiam por algoritmos para continuar a ganhar com a queda dos devedores, depois de terem ganho biliões com a sua subida vertiginosa e alavancada, os mesmos que pulavam de conferência em conferência para denegrir o papel do Estado e exigir a sua saída da economia, são os mesmos que chamam o estado para resolver os problemas dos seus bancos quando a concessão irresponsável de crédito corre mal.
A reacção em forte alta dos mercados financeiros, esta segunda-feira de manhã na primeira sessão após o resgate público anunciado no Sábado aos bancos espanhóis é bem a prova desta hipocrisia.  Num ápice, um problema de 100 mil milhões de euros que estava nos balanços dos bancos espanhóis passou para os bolsos dos contribuintes de Espanha. E passará para os bolsos dos alemães se o país vizinho não puder pagar, situação que não é improvável. Mas os mercados financeiros aplaudiram – têm o problema dos senhor que neles mandam – os sacrossantos accionistas – resolvido.
Mas como dissemos, o problema apenas transitou de uns protagonistas para outros, mantém-se em Espanha e em, última instância, na Zona Euro. E por isso, os juros da dívida pública espanhola, que inicialmente desceram levados pela mesma euforia, já estão de novo a subir.
Parar com a alavancagem insustentável dos Estados, da banca, das empresas e das famílias é o objectivo de Berlim. Devia ser o objectivo de todos nós. Devíamos deixar de ser reféns de um sector que têm um objectivo nobre – disponibilizar às empresas dinheiro para desenvolverem negócios sustentáveis, que foi poupado por quem não sabe aplicá-lo em larga escala noutras actividades – mas que perdeu esse objectivo de vista e se transformou em financiador de ineficiências públicas e privadas para seu próprio benefício.
Continuar com programas de estímulo orçamental com recurso a crédito para financiar actividades que não têm procura natural nem são sustentáveis; deixar de fazer a mudança estrutural da economia de serviços de ficção em que nos transformámos; impedir que nos viremos para a indústria, para a produção de bens concretos mas que dão menos lucro a curto prazo; isso sim, é continuar o desastre económico em que temos vivido.
Mas é o que quer Wall Street e a City: que os contribuintes europeus paguem os desmandos dos bancos em risco; que os contribuintes europeus paguem as dívidas dos países que por culpa própria se endividaram; e que os governos europeus dos países que ainda não se endividaram perigosamente, como a Alemanha, gastem mais e se endividem ainda mais.
Assim se manteria o nível de rendimentos da City e de Wall Street. E assim se evitaria que a armadilha sobre a qual os maiores bancos de investimento do mundo estão sentados, o mercado OTC – Over the counter – ou mercado não regulamentado de derivados, fosse desactivada. Pois essa armadilha vai ter de ser desactivada. É um brinquedo demasiado caro e perigoso para o Mundo.
E aqui está como uma inocente defesa de mais investimento pelos Governos para evitar o agravamento da crise e dos despedimentos, uma simples crítica à austeridade e aos seus efeitos, se está a transformar na mais forte estratégia de defesa dos especuladores dos mercados financeiros.
Para quem pensa que não há esperança na austeridade, leia bem o boletim desta segunda-feira do Instituto Nacional de Estatística sobre o Comércio Internacional de Portugal:
Nos primeiros quatro meses do ano, a taxa de cobertura das importações pelas exportações já vai em 81,8 por cento! Há quantas décadas não acontecia isto?
E se retirarmos os combustíveis e lubrificantes da conta – a dependência do petróleo, o saldo da balança comercial já é positivo em 150 milhões de euros só nestes meses!
De facto, o que estava a matar a nossa economia não era só o défice público – eram também os centros comerciais!
É para acabar com esta notável mudança da nossa economia que os críticos da Austeridade lutam? É para continuar com a irresponsável aplicação de dinheiro e favorecimento injustificado de quem o empresta?
Estranhos tempos estes em que vivemos… em que a líder de um país que trabalhou e poupou enquanto todos os outros gastavam e se divertiam é acusada de estar a afundar a economia mundial!
Estranhos tempos estes em que Angela Merkel age seguindo os princípios da esquerda para defender os interesses das populações e é apontada como fascista, enquanto as esquerdas acabam por defender os ilegítimos interesses do neo-liberalismo que comanda a alta finança e criou a sociedade mais desigual de que há memória, concentrando a riqueza em um por cento e deixando as dívidas nas mãos de 99 por cento dos cidadãos!"
José Gomes Ferreira, editor de economia da SIC

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quem dá mais?

Quem irá ficar com os 21% que o Estado Português detêm na EDP? Brasileiros, Alemães ou Chineses? Em causa está não só a participação na empresa eléctrica mas também eventuais investimentos na economia nacional que possam vir associados com a proposta vencedora.
Muito se deve estar a jogar nos bastidores...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Abram os olhos

Quando leio que em terras da camarada Maria Emília a Assembleia Municipal aprovou o encerramento das superfícies comerciais ao domingo à tarde e nos principais feriados e vejo à  minha volta, tantos estabelecimentos abertos 24 horas por dia, dou por mim a pensar como as pessoas em Portugal ainda não se mentalizaram que vão ter de mudar de vida e que irão ter de prescindir de alguns dos direitos adquiridos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para que serve um banco?


"Ao transmitir riqueza e apoiar o crescimento económico, os bancos continuam no cerne do nosso sistema económico. E agora que a recuperação está em curso, é do interesse de todos termos bancos fortes, estáveis e fiáveis.

A "The Banker" tem um suplemento intitulado ‘Como gerir um banco?' Mas uma pergunta mais pertinente seria talvez: "Para que serve um banco?"
Para os clientes, o que conta é a garantia de que são instituições estáveis e sólidas, que oferecem bons serviços e produtos a custos razoáveis. Para os políticos, o mais importante é, compreensivelmente, a retoma do crescimento e a garantia de que os bancos desempenham o papel que lhes compete no que toca a fornecer crédito à economia do país e a ajudar os exportadores bem sucedidos a desenvolverem as suas vendas nos mercados em franco crescimento na economia global. Quanto aos reguladores, querem garantias de que os contribuintes não terão que socorrer estas instituições. E, obviamente, todos queremos ver mercados competitivos.
A função principal
Para mim, a função principal dos bancos comerciais - ou seja, a banca para clientes de retalho, para pequenas e médias empresas e para os clientes empresariais - é assegurar pagamentos, aceitar depósitos e garantir que o crédito flui na economia, paralelamente com o aconselhamento sólido e prudente aos seus clientes. Aceitamos dinheiro com diferentes maturidades, fontes e finalidades, e transformamo-lo em empréstimos prudentes que vão ao encontro das diferentes necessidades dos clientes. A gestão prudente e eficaz da maturidade é uma das razões principais para a nossa existência. E é essencial para o bem-estar da sociedade.

Um mundo interligado
A recente crise teve amplas repercussões uma vez que os serviços financeiros, um pouco por todo o mundo ,e a economia global estão mais interligados do que nunca. A recuperação está em curso mas continua frágil no mundo ocidental e vai continuar assim por mais algum tempo no futuro, em virtude da necessária desalavancagem e da necessidade de resolver a dívida pública e o défice.
Alguns mercados e regiões foram mais afectados do que outros. Os desequilíbrios globais continuam a fazer sentir-se. O poderio económico continua a acentuar-se cada vez mais a Leste. E são muitos os países que continuam ainda a debater-se neste período de rescaldo da crise e com os desafios da dívida soberana. Algumas das economias que foram o motor do crescimento global, nos últimos anos, enfrentam agora o desafio de se prevenirem para o sobreaquecimento das suas economias.
Os bancos, que continuam a ser o principal sistema de transmissão de riqueza e de crescimento, têm encontrado o seu rumo no meio da forte corrente; e, ao mesmo tempo, repondo das suas forças e robustez para fazer face a choques futuros.
Nestes três anos, desde que rebentou a crise, assistimos a fortes mudanças na nossa indústria ao nível da supervisão, dos requisitos de capital e de liquidez e das estruturas de incentivos.
Os bancos, sobretudo no Reino Unido e nos EUA, estão muito melhor capitalizados do que antes da crise. O consenso internacional conseguido através do G20 e do processo de Basileia constitui um novo ponto de partida. Mas poucos foram surpreendidos por ter ficado aquém do quadro global mais abrangente que as autoridades pretendiam no rescaldo imediato da crise.
A grande tarefa passa agora pela implementação eficaz desse quadro global nos principais mercados nacionais e regionais.
Não nos podemos dar ao luxo de testar regulações meramente assentes no mínimo denominador comum. As autoridades não devem ir longe demais no consenso internacional a ponto de imporem regulações super-equivalentes. Com isto podem afectar a capacidade do sector de apoiar a recuperação e o crescimento na economia mais alargada.
O novo quadro internacional tem de permitir também que os bancos multinacionais e as autoridades isolem e contenham os problemas transfronteiriços se os mesmos ocorrerem no futuro.
Temos que passar para uma era de subsidiarização mais eficaz e mais forte, de modo a resolver melhor os problemas onde e quando ocorrerem.
Conquistar a confiança da sociedade
Uma regulação e supervisão eficazes definem, por norma, limites. Mas é o que fazemos, como banqueiros, dentro desses limites que determina se podemos reconquistar a confiança dos clientes e da sociedade.
Temos de assegurar que os conselhos de administração dos bancos e os cargos de topo das empresas do sector sejam ocupados por pessoas com os mais elevados padrões éticos, pessoas capazes e com capacidade de agir com isenção.
Temos de implementar uma gestão de risco eficaz e robusta nas estruturas de topo dos bancos - não só nos sistemas, mas bem patente também na cultura do banco. E temos de continuar a caminhar no sentido de posições de liquidez mais fortes, com base no retalho e por depósitos estáveis, reduzindo a nossa dependência colectiva nos mercados grossistas a curto prazo.
A questão mais premente é a necessidade de recuperar a confiança, a pedra basilar da banca

Tempos motivadores
A nível pessoal, este é um período motivador para assumir o leme do Lloyds Banking Group, o principal banco nacional do Reino Unido, grupo que alberga algumas das marcas mais antigas e conhecias do mercado. Muitas das questões que vou ter na minha agenda são comuns à maioria dos bancos. A questão crucial é a necessidade de repor a confiança, as pedras basilares da banca; confiança na nossa integridade; confiança na nossa capacidade de fazer o que nos propomos fazer. Isso é, para mim, o mais importante.
A confiança nos bancos será reposta, lentamente, através de actos e não de palavras. Temos de apoiar a economia do Reino Unido através de empréstimos responsáveis, de um serviço ao cliente atencioso e meticuloso ,e oferecer serviços de valor acrescentado simples e compreendidos pelos clientes.
Os nossos preços têm de ser transparentes; e temos de permitir que os clientes possam mudar livre e facilmente de instituição se acharem que podem conseguir um melhor serviço noutra parte. Os bancos devem desenvolver o seu próprio posicionamento e os seus planos estratégicos em cada uma dessas áreas com base numa boa relação custo benefício. Mas, para tal, será necessária também uma liderança mais forte da parte de todos de modo a termos um sistema colectivo que coloque de facto os interesses dos clientes no centro do negócio. Temos ainda de ter um diálogo mais construtivo com o Governo e com os reguladores. E temos de fazer um melhor trabalho a comunicar o que fazemos e o valor que ajudamos a criar.
Os nossos desafios como indústria estão ligados ao futuro da economia. Não existe uma economia forte sem um sector bancário forte. E um sector bancário forte é crucial para fomentar o crescimento económico."
Artigo de António Horta Osório, apelidado por muitos de Mourinho da Banca, actual presidente do Llyods Bank

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Economistas sábios II

Contra as previsões de grande parte dos economistas, especialistas em prever cenários catastróficos, a economia portuguesa  continuou a crescer no terceiro trimestre de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Economistas sábios...

Em tempos relativamente recentes, a economia irlandesa era apontada pelos economistas de renome como um caso de sucesso e um exemplo a seguir pelos outros países europeus. Agora com um défice astronómico de 32% encontra-se na iminência de ter recorrer aos fundos de emergência da Comissão Europeia e do FMI, algo que a acontecer irá arrastar Portugal com toda a certeza

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Malditos mercados

Por muito que ache o governo de Socrates tremendamente incompetente, parece-me ridículo atribuir-se esta subida dos juros da dívida soberana a uma desconfiança dos mercados internacionais, quando estes apenas se guiam por uma lógica especulativa e gananciosa, não existindo qualquer lógica subjacente ao seu comportamento.
Peçam à China para adquirir dívida pública portuguesa que eles não se fazem rogados.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lógica da batata

" É necessário passar este Orçamento que não é bom, é bastante mau, até, mas é decisivo para não nos cortarem o crédito” - Mário Soares

Ou seja, como o governo de Sócrates é manifestamente incompetente e mentiroso na hora de fazer orçamentos, vamos todos aprovar este Orçamento, para daqui a 6 meses termos nova crise orçamental.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Qual a semelhança entre Cuba e Inglaterra?

Ambos os respectivos governos se preparam para despedir meio milhão de funcionários públicos